Buenas !
Olha... se você ainda gasta horas discutindo se deve usar spaces ou tabs enquanto o backlog só cresce, a gente precisa conversar. O mundo da engenharia de software mudou. O segredo não é mais o quanto você digita, mas o impacto que o seu sistema gera. É aqui que entra o Manifesto o16g (Engenharia de Resultados), escrito pelo Cory Ondrejka.
O Problema das "Métricas de Vaidade"
Durante anos, a gente se viciou nas métricas DORA: frequência de deploy, lead time, essas coisas. Mas vamos ser sinceros ? De que adianta fazer 10 deploys por dia se nenhum deles resolve o problema do cliente ? A gente otimizou a fábrica (o pipeline), mas esqueceu de olhar se o produto final presta. A o16g diz que nunca foi sobre o código, e sim sobre o resultado de negócio.
IA Agêntica e a Morte do Backlog
Com a IA gerando código a custo quase zero, o nosso papel mudou. Sabe aquele backlog infinito ? No modelo o16g, ele é uma relíquia do passado. Se um bug custa 50 centavos de dólar em tokens para ser corrigido por um agente, você não prioriza; você simplesmente manda o agente resolver na hora. O foco sai do "gerenciamento de capacidade humana" para o "gerenciamento de resultados".
Os Pilares: O Mapa e O Grafo
Para isso funcionar sem virar um caos, você precisa de dois conceitos chave:
- O Mapa: É a engenharia de contexto. Você não solta um agente de IA no escuro; você dá a ele os registros de decisão (ADRs) e as fronteiras da sua arquitetura.
- O Grafo: É o conhecimento vivo da empresa vetorizado (Slack, Jira, Docs) para que a IA entenda o "porquê" das coisas antes de sugerir uma linha de código.
Vibe Coding vs. Engenharia de Resultados
Existe uma diferença gigante entre o "vibe coding" — que é basicamente pedir algo pro LLM e torcer pra funcionar — e a o16g. A Engenharia de Resultados é o vibe coding industrializado. Ela exige validação automatizada e uma "Constituição" (regras de segurança e compliance) que o agente não pode quebrar de jeito nenhum.
O Que Muda Para Você ?
O cargo de "programador" está virando Engenheiro de Resultados. A habilidade premium agora não é saber a sintaxe do Java de cor, mas sim saber contextualizar sistemas e auditar o que a IA produz. É sobre ser o comandante de uma frota de agentes, garantindo que o objetivo seja alcançado com segurança.
Bora começar a mapear o seu contexto antes de sair dando prompt por aí ?
Fontes:
- Manifesto o16g (Cory Ondrejka).
- OutcomeOps Framework (Brian Carpio).
- DORA Research & Honeycomb 10 Year Manifesto.